Comitê de Imprensa Internacional - CII
A busca pela verdade acompanha a história da humanidade, mas, nas últimas décadas, os avanços nas tecnologias da informação e comunicação ampliaram de forma inédita a velocidade e o alcance da circulação de conteúdos. A XXV edição da Simulação das Organizações Internacionais (SOI) celebra um momento de maturidade e reafirma o papel da comunicação na construção do conhecimento e no combate à desinformação. Nesse contexto, o Comitê de Imprensa Internacional (CII) propõe uma reflexão sobre os diferentes meios midiáticos como ferramenta de compreensão de fatos sociais contemporâneos, especialmente diante da circulação intensa de informações imprecisas relacionadas a diversos temas. Em ambientes digitais, narrativas simplificadas, generalizações e grandes promessas ganham visibilidade influenciando percepções públicas, e muitas vezes, distorcendo a complexidade dessas realidades sociais [1].
Dessa forma, o CII coloca em evidência a importância de uma comunicação que analisa fatos, acompanha seus bastidores e apresenta diferentes opiniões de um mesmo tema. Assim, o comitê propõe a representação de três veículos de comunicação com perfis de forte alcance e influência social, sendo eles:
Veículos de Comunicação

Brasil de Fato @brasildefato
Fundado em janeiro de 2003, o Brasil de Fato é um jornal brasileiro criado com o objetivo de oferecer uma leitura crítica da realidade atual a partir da perspectiva dos movimentos sociais, sindicais e populares [2]. O jornal surgiu em um contexto de reorganização da esquerda no país, se propondo a disputar narrativas no campo da comunicação e a ampliar o acesso à informação sob um viés contra-hegemônico.
Desde sua origem, o veículo assume uma linha editorial progressista e comprometida com temas como direitos humanos, justiça social, democracia, soberania nacional e políticas públicas. Um dos principais eixos editoriais do Brasil de Fato, é o compromisso com a comunicação popular e a defesa dos direitos da classe trabalhadora, priorizando vozes historicamente silenciadas e abordagens que questionam desigualdades estruturais da sociedade brasileira, se consolidando assim como uma alternativa à grande imprensa, na qual deu visibilidade a pautas frequentemente marginalizadas pelos grandes veículos de mídia, como a luta pela terra, a agricultura familiar, o meio ambiente e os direitos das populações periféricas. Além da versão impressa, o veículo conta com produção multimídia, incluindo televisão, rádio e jornal impresso, além de atuação ativa nas redes sociais.
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Capricho @capricho
A Capricho é uma revista brasileira de grande relevância que se consolidou como um importante veículo de comunicação para o público jovem, sendo amplamente reconhecida por seu papel formador de tendências e pelo seu impacto significativo nos âmbitos da moda, cultura pop e entretenimento, unindo informação e entretenimento para atuar como uma grande ferramenta de expressão, pertencimento e reflexão social. Fundada em 1952, passou por diversas transformações ao longo das décadas, acompanhando mudanças culturais, sociais e tecnológicas do Brasil [3].
Para além do seu conteúdo editorial, destacou-se por suas coberturas voltadas a celebridades, música, cinema e televisão; assim como suas capas, frequentemente estampadas por famosos e influenciadores populares entre os jovens que despertam identificação com o público leitor, refletindo tendências e estilos que marcaram gerações.
A revista se mostra versátil, abordando assuntos sensíveis de forma acessível e educativa, como saúde mental, diversidade, inclusão, sexualidade e política. Por muitos anos, sua abordagem política era pontual e diluída em pautas de comportamento e cidadania, no entanto, a partir do período eleitoral de 2022 com projetos como “CH na eleição”, ela passou a assumir um papel mais ativo na educação política dos jovens [4]. Atualmente, em seu site, a aba “sociedades” se mantém como um espaço estratégico para fomentar a participação política e consciência crítica da juventude ao abordar temas sociais que impactam diretamente o cotidiano, incentivando a participação e o engajamento informado ativo.

Profissão Repórter @profissaoreporter
O Profissão Repórter é um programa jornalístico-investigativo da TV Globo, que abrange temas sociais, políticos e assuntos invisibilizados pela mídia hegemônica. Idealizada e dirigida pelo jornalista Caco Barcellos, seu primeiro episódio foi ao ar em 28 de abril de 2006, como edição especial do “Globo Repórter” [5]. No mês seguinte, as reportagens viraram um quadro fixo no programa dominical “Fantástico”, permanecendo até 2008, quando se tornou parte da programação da emissora, com exibições de 30 a 40 minutos de duração. Desde então, o Profissão Repórter se mantém como uma das mais importantes e mais premiadas produções do jornalismo brasileiro.
O programa tem o objetivo principal de mergulhar nos fatos sociais latentes da sociedade enquanto apresenta os bastidores da reportagem, mostrando o processo jornalístico para a produção final, acompanhando os repórteres desde a elaboração da pauta, apuração, até as gravações das entrevistas e das matérias [6]. Esse formato se destaca por dar um novo olhar sobre o jornalismo, promovendo um espaço para que a equipe de repórteres, majoritariamente iniciantes, entregue diferentes ângulos de um mesmo tema. Dessa maneira, para além das entrevistas e conflitos centrais, as gravações mostram o jornalista dentro da cena, registrando, também, em formato de selfie, sua percepção e presença para com o telespectador.
Suas produções renderam diversas indicações e premiações, como a indicação ao Emmy Internacional em 2012, na categoria Atualidades, com a reportagem sobre crianças viciadas em drogas em áreas urbanas no Brasil e o Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo pela edição sobre a Chacina de Osasco em 2016 [7]. O formato utilizado pelo Profissão Repórter chama atenção pelo profissionalismo e compromisso com a ética e responsabilidade social sobre os acontecimentos nacionais e internacionais, contribuindo, de forma transparente e crível, a compreensão crítica e profunda do público sobre as temáticas em destaque do telejornalismo.
Diretores Acadêmicos:
Maria Clara Lima Bezerra
Maria Luisa Figueiredo de Andrade
Sophia Loren Araújo da Silva
Diretores Assistentes:
Clara Tayná Pereira da Silva
Guilherme Medeiros da Cunha
Guilherme de Oliveira Santa Rosa Campos
Judson da Costa Silva
Kethelly Conceição Lopes de Oliveira
Maria Eduarda Costa Galvão
Maria Eduarda Medeiros Soares
Maria Laura Medeiros de Souza
Maria Luisa Lessa Machado de Mello
Mariana Monteiro de Melo
Mayara Hellena Faustino Siqueira
Rafaela Castro Gadelha Simas
Rafael Trindade Guerra
Rohdriggo Rodrigues do Nascimento Cardoso da Cunha
Yasmin da Cunha Alves
Tutora:
Emily da Rocha Felipe
Links relacionados:
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Site do Brasil de Fato. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/. Acesso em: 05 jan. 2026.
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Notícia sobre protesto na Dinamarca. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/01/17/milhares-protestam-na-dinamarca-contra-investidas-de-trump-sobre-a-groenlandia-nao-esta-a-venda/. Acesso em: 19 jan. 2026
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Notícia sobre opinião da Rússia em relação a medidas de Trump. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/01/14/russia-reforca-ilegalidade-da-intervencao-militar-dos-eua-na-venezuela/. Acesso em: 19 jan. 2025.
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Site da Capricho. Disponível em: https://capricho.abril.com.br/. Acesso em: 05 jan. 2026.
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Matéria sobre Greta Thunberg, ativismo e genocídio.
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https://capricho.abril.com.br/sociedade/greta-thunberg-e-presa-de-novo-em-protesto-pro-palestina-em-londres/. Acesso em 19 jan 2025.
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Matéria sobre ativismo e COP30.
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https://capricho.abril.com.br/sociedade/com-palavrao-da-cop-jose-kaete-conecta-publico-ao-ativismo-climatico/. Acesso em 19 jan 2025.
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Site do Profissão Repórter. Disponível em: https://g1.globo.com/profissao-reporter/. Acesso em 05 jan. 2026.
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Resgate no Mediterrâneo. 30 jul. 2024. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/12797276/ . Acesso em: 17 jan. 2025.
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Direitos Humanos. 21 Nov. 2018. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/7178373/ . Acesso em: 17 jan. 2025
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Povos Isolados na Amazônia. 16 Out. 2019. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/8009351/ . Acesso em: 17 Jan. 2025
REFERÊNCIAS
[1] UNESCO. Media and information literacy competencies to tackle misinformation, disinformation and hate speech. Paris: United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. Disponível em: https://www.unesco.org/mil4teachers/en/module4. Acesso em: 22 dez. 2025
[2] Quem Somos. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/quem-somos/. Acesso em: 5 jan. 2026.
[3] MARTINELLI, Andréa. Brasil. Como era a CAPRICHO em 1958, ano em que se passa ‘Garota do Momento’. Sociedades. 27 fev. 2025. Disponível em: https://capricho.abril.com.br/sociedade/como-era-a-capricho-em-1958-ano-em-que-se-passa-garota-do-momento/. Acesso em: Acesso em: 19 dez. 2025.
[4] CAPITANI, Lidia. Brasil. A estratégia por trás da volta da edição impressa da Capricho. Women to watch. 28 jan. 2025. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/womentowatch/estrategia-por-tras-da-volta-da-edicao-impressa-da-capricho. Acesso em: 28 dez. 2025.
[5] MEMÓRIA GLOBO. Brasil. Profissão Repórter: História. 16 mar. 2022 Disponível em: https://memoriaglobo.globo.com/jornalismo/jornalismo-e-telejornais/profissao-reporter/noticia/historia.ghtml. Acesso em: 18 dez. 2025.
[6] MEMÓRIA GLOBO. Brasil. Profissão Repórter: O programa. 28 dez. 2021. Disponível em: https://memoriaglobo.globo.com/jornalismo/jornalismo-e-telejornais/profissao-reporter/noticia/profissao-reporter.ghtml. Acesso em: 18 dez. 2025.
[7] MEMÓRIA GLOBO. Brasil. Profissão Repórter: Destaques. 17 mar. 2022. Disponível em: https://memoriaglobo.globo.com/jornalismo/jornalismo-e-telejornais/profissao-reporter/noticia/destaques.ghtml. Acesso em: 18 dez. 2025
